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O Menino Abandonado

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O Menino Abandonado

Para Marlon (Bazuca), e Larissa (Switchlala). Com amor!


Eu o deixei. Deixei sozinho e sem ninguém, abandonado, esquecido. Deixei sem prestar atenção no onde, não olhei para trás. Talvez uma vala, um buraco qualquer. Na verdade, quando o deixei, não sabia o mal que estava fazendo, que estava cometendo um crime.
Segui assim, culpado e condenado por mim mesmo. Réu e ao mesmo tempo meu próprio juiz, sem advogado de defesa. A cada lembrança do que havia feito, arrancava um pedaço de mim, como se me mordesse. Um vampiro faminto que suga o próprio sangue.
Conforme caminhava pela vida, tentando fazer dela algo normal, cada vez mais me convencia de que sem ele seria impossível.  Até que, em certo ponto, caí na real.
E se já estivesse morto? Tanto tempo passou! Como voltar para buscá-lo? Onde estaria agora?
No lugar que era dele dentro de mim, pelo vazio deixado, alguém entrou, se instalou, se apossou. Entrou sem perguntar, uma invasão. Não foi alguém, mas, algo. Algo escuro e sem …

Da Minha Janela

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Da Minha Janela

De onde estou escrevendo hoje, não vejo quase nada. Tem uma parede da casa vizinha que cobre 80% da minha vista, impedindo meu acesso ao que existe lá fora. Se levantar, caminhar até a janela e esticar o pescoço, consigo ver nos espaços da grade de ferro um pequeno trecho da rua, entre outras duas paredes. A escada que vem das casas de baixo está no meio delas.
Quando estou cansado de não ver nada, ou quando algo rouba atenção, eu faço isso. Posso ver então durante um breve momento alguém passando, ou talvez um automóvel, ou um caminhão de mudanças quem sabe, ou até um bicho qualquer, um cachorro ou um gato.
De onde escrevo hoje, com as luzes principais apagadas, tenho meu ambiente iluminado apenas por uma lâmpada ao lado da mesa que sustenta sobre ela, meu monitor LCD de 19 polegadas. Em cima dela há ainda os cadernos de anotação, canetas Bic, de cor azul — são as que mais gosto de usar —, uma xícara esmaltada branca com o desenho de um botão de rosa vermelha prestes a s…

Pai, Filho e Cupim!

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Pai, Filho e Cupim!


O pai era um jovem senhor beirando os seus quarenta anos, viúvo há cinco, muito responsável com seu trabalho, com sua casa e também com seu filho. Deixava algumas vezes de sair para se divertir, ao invés disso, dedicava a maior parte do tempo com suas responsabilidades, principalmente com o garoto. “Os pais, tem de dar bons exemplos”. Dizia para si mesmo com total satisfação e convicção do seu papel desempenhado.
Entre questões paternais, sociais e profissionais, conseguia dentro do pouco tempo que sobrava, um tantinho deste para o deleite, disso ele não abria mão. Pelo menos uma vez a cada semana — sempre no final da noite, quando o menino já estava dormindo —, o pai saía sorrateiro, não demorava, retornava na companhia de uma garota. Entravam com capricho silencioso a ponto de tirarem os sapatos. Subiam para o quarto, e lá desfrutavam da companhia um do outro. Não queria nada sério por enquanto, não queria outra mulher tomando o lugar da saudosa e amada Marta. Pens…

Novos Frascos

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O texto abaixo publicado foi escrito por “Celine Alves”. Uma grande amiga e parceira. — Celine Alves, meus sinceros agradecimentos.
Caso queira ler mais de “Celine Alves”, siga o link para: "Autores.com"







Novos Frascos
Eu comprei um perfume novo. Não é que eu não goste mais daquele de frasco rosa com o cheiro amadeirado, mas é que até ele tem me lembrado você. É sutil, mas às vezes quando está calor e ele começa a pulsar na minha pele, eu me recordo das inúmeras vezes em que nossas peles quentes e suadas se encontraram. E quando sinto o cheiro dele no meu travesseiro, eu lembro que falta faz o seu misturado com ele. Sim, é sutil e até bobo eu sei. Mas eu comprei um perfume novo porque eu não posso ignorar o pulsar quente da minha pele, mas posso sentir esse novo cheiro com um novo alguém. Eu não posso colocar o seu cheiro misturado ao meu no meu travesseiro, lembrando como nos misturávamos, mas posso ficar completamente satisfeita em sentir apenas o meu cheiro e entender que atua…

“Duas Aranhas”

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R.B. Santos / Pseudônimo: (Adam M. Baker) / Janeiro/2017
Agradecimentos Especiais:
         “Arca Literária”: Arca Literária(Ceiça Carvalho, Equipe, Parceiros e Amigos).
“The BookWorm Scientist”: The Book Worm Scientist(Fernanda). “Curso de Escrita Criativa”: Tiago Novaes. Contato: ("Curso de Escrita Criativa")
“Leitores Beta – Causos & Prosas”: Leitores Beta - Causos & ProsasLarissa Ribeiro,Bruno Vieira, Sandro Moreira, Bruno Cardoso.

Para as mulheres: (Professoras) do Curso de Jovens e Adultos da Escola Fundação Florestan Fernandes em Diadema/SP. Especialmente para “Fátima” (História); e “Ana Paula” (Português/Inglês).  Espero reencontrá-las um dia.

Duas Aranhas!

Lá bem no fundo do antigo armazém do Seu Orlando, na prateleira mais alta da velha estante de madeira de lei, com pouca claridade e muita umidade, estão trabalhando em sua construção duas pequenas aranhas. Discutem sobre o revezamento, e sobre a melhor estrutura que devem utilizar na nova teia.
Arandela; que é a bol…

Broto de Bambu!

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BROTO DE BAMBU

R. B. Santos / Dezembro;2016.
Revisão: Luísa Aranha Contato: (causoseprosas.com.br)
Agradecimentos Especiais: SSEV” – Sociedade Secreta dos Escritores Vivos (Obrigado Camila Deus Dará).

Para Ela, Esteja Onde Estiver: “Que repartiu o pão entre cinco, fazendo-o suficiente para mais de dez. Isso; por mais de uma vez. Obrigado Mãe!”




O bairro era bem simples, desses de periferia em cidade grande. Onde gente conversa tão alto, que até parece briga. Cachorro late de noite e de dia. Neste, até galo tinha. A rua onde se passa a história não era nada comum, em formação de “S”, com calçadas estreitas, um lugar pobre. No final, logo depois da segunda curva, não bastasse o que faltava de bom, havia ainda uma “boca de fumo”. O vai e vem era constante.
Num sobrado, mais ou menos no meio da rua, morava Dona Raimunda. Havia duas janelas que davam para a parte da frente. Com isso conseguia uma visão privilegiada de boa parte do local, e também, dos vizinhos e transeuntes.  Era uma senhora já …

MUDANÇAS!

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Mudar, ou não mudar? Eis uma questão!
Nós mudamos! Todos nós mudamos! Querendo ou não mudar; mudamos.
Se não mudamos, somos “mudados”. O mundo não para, como cantava um dos maiores poetas do rock nacional “Cazuza”. Como o mundo não para de girar, se tentarmos brecar o mundo, somos atropelados por ele, e por todos.
Nem ficar em casa escondido, sozinho e quieto, você pode. Isso implica em dizer que, você e eu, não temos escolha. Ou vivemos, “ou vivemos”. As mudanças são diversas, e podem acontecer de formas variadas.
Você pode mudar de emprego. Escolher, ou batalhar por uma nova profissão. Se necessitar, para que essa mudança aconteça, você pode e “deve” voltar para a escola.
Você pode mudar a casa. Mudar os móveis do quarto, da sala ou da cozinha. Provavelmente não resolva seus problemas financeiros, mas, lhe trará uma sensação de frescor, de novo ambiente.
Pode também, mudar “de”, casa. Alugar, ou comprar um novo apartamento – se você gosta de lugares altos -, ou, uma casa térrea mais ampla,…